Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

A Grande Decisão Das Nossas Vidas: Engravidar

2004-2008 - Desde que começamos a namorar e desde que o tema "constituir família"  começou a surgir nos nossos tópicos de conversa, a dois ou entre amigos, sempre assumimos o nosso desejo de ter filhos.

 

Outubro de 2008 - Poucos anos passaram e os nossos sentimentos conduziram-nos ao altar, onde diante dos amigos mais próximos e familiares dissemos o "Sim".

Depois de casados, com uma vida profissional e financeira estáveis, as conversas sobre filhos intensificaram-se e decidiu-se que iríamos aguardar alguns meses até iniciarmos as tentativas.

 

Finais de Novembro de 2008 - Após 10 meses a tomar Cerazette (pílula anticoncepcional) e após 10 ciclos sem menstruação (efeito da Cerazette), devido à utilização da mesma, eis que surge uma coisa estranha: um corrimento castanho.

 

Dezembro de 2008 - O corrimento durou uma semana e por ter sido a única vez que tal me aconteceu fiquei preocupada.

Liguei para o Serviço de Assistência Médica, serviço incluído no meu Seguro de Saúde, expliquei o que estava a acontecer e apresentei as minhas preocupações. A médica disse, via telefone, que o meu corpo devia descansar daquela pílula, uma vez que já a estava a tomar há 10 meses e que o meu corpo não tinha efectuado "limpeza", aconselhou-me a deixar de tomar a pílula o mais rápido possível. Quando o meu marido chegou, contei-lhe o que tinha acontecido e ele disse que assim o melhor seria deixar de tomar e que devia marcar consulta em pessoa e não por telefone. Assim fiz...

Uma vez tomada a decisão de parar de tomar a pílula, eu e o S., decidimos que aproveitaríamos esta paragem para iniciarmos as nossas tentativas, antecipando os nossos planos.

 

Chegou o dia da consulta (presencial) com a minha médica... Enfim, levei um sermão por ter dado ouvidos à médica que me "consultou por telefone". A minha médica insistiu afirmando que os conselhos da outra senhora doutora, os dados por telefone,  não tinham sentido nenhum e que esta limpeza não significava que tinha de fazer qualquer paragem, que era normal e que não devia ter deixado e tomar a pílula por isso. Após o sermão, contei-lhe da decisão que eu e o meu marido tínhamos tomado, decisão à qual a médica reagiu com um sorriso. Disse que podia tentar desde logo, que não havia qualquer problema, afirmando apenas que poderia levar algum tempo a engravidar, o que era normal e que não era razão para preocupações. Realçou a importância de uma consulta de pré-concepção, com os futuros papás, para falar sobre fertilidade, concepção, cuidados a ter e para falar sobre os exames e análises que deveríamos fazer. Acordei em agendar a consulta e em comparecer com o S. . A consulta, para conciliar os horários dos papás, ficou agendada para 7 de Janeiro de 2009.

 

Meio de Dezembro, de 2008 - Acordava todas as manhãs indisposta, sem vontade de comer. Eu que nunca fui de arrotar, levava os santos dias a arrotar. Os meus arrotos pareciam ter mais vontade própria do que eu, não respeitando a minha boa educação. Comecei a acordar durante a noite para ir à casa de banho - outra novidade na minha vida!

Disse ao meu marido que sabia que estava grávida, que sentia...Ele disse que eu estava a ficar demasiado envolvida no desejo de ter filhos. Que devia relaxar, não preocupar-me com isso, pois era muito cedo... Dia 17, não resisto e  faço o teste...Negativo! Três dias depois volto a repetir e...negativo novamente. Vem a desilusão...

Começo a pensar na sorte das mulheres que engravidam à primeira...Começo a pensar que não serei corajosa como muitas outras mulheres para aguentar mês após mês, desilusão após desilusão... Começo a achar que o meu marido tem razão, que estou a deixar afectar-me demais, mas acho estranho... Sou capricórnio, e como todos os capricórnios sou "muito terra", muito realista...

Dia 23 começou muito mal. O meu dia de trabalho foi horrível, passei o dia com dores nos rins e cólicas. Penso que finalmente vem a prova de que não estou grávida e que o meu corpo afinal está a adpatar-se a uma nova vida sem hormanas ingeridas a controlarem-no. De 23 a 26 de Dezembro veio "o monstrinho", em menor quantidade, mas revelou-se e levou consigo a esperança de estar grávida.

 

Passou um mês desde a nossa decisão de iniciar as tentativas, sofri a minha primeira desilusão... A grande decisão afinal também tem um saborzito a desilusão...Só consigo pensar como as mulheres que levam meses a tentar são fortes e como quero arranjar uma força assim...

publicado por redescobriravida às 10:44
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1 comentário:
De Julia a 7 de Fevereiro de 2017 às 19:14
Gostei de ler, infelizmente acontece. Obrigada.

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